Artista em Pauta: Priscila Barbosa

A Artista em Pauta da semana, Priscila Barbosa, explora uma paleta com tons suaves que permeiam imagens de figuras femininas na pluralidade e sutileza dos corpos em suas ilustrações cheias de atitude, e nos conta um pouco do seu trabalho, desafios e sua relação com a casa.

Sobre a Artista
Sou paulistana, 28 anos e formada em Artes Visuais pela Belas Artes. Além de ilustradora, sou diretora de arte e co-founder do Coletivo Jupiter, onde desenvolvo projetos de design.

Como você se relaciona com a arte digital e a manual?
Sempre ilustrei manualmente, mas a ilustração digital surgiu primeiramente como uma demanda dos meus projetos relacionados a design. Aos poucos fui me interessando mais e decidi me dedicar esse ano principalmente a esse estilo, como uma maneira de me aprimorar e chegar a resultados que eu não conseguia no manual.

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Priscila Barbosa

Quais são as suas inspirações?
Minhas inspirações são as mulheres ao meu redor e as discussões que elas trazem. O estudo teórico tem um grande papel nas minhas criações, então autoras como Simone de Beauvoir, Clarissa Pinkola Estés e Djamila Ribeiro – pra citar apenas algumas – são grandes inspirações.

O universo feminino e a diversidade estão muito presentes na sua arte, nos conte um pouco como foi o início.
As discussões que coloco nas ilustras acompanham os questionamentos que surgem na minha vida. Sentia a necessidade de dizer algo com elas, ou trazer uma pergunta ou questão com a qual estava lidando naquele momento. Ao longo do tempo, essas questões mudam e o trabalho acompanha.
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Priscila Barbosa
Como é o seu processo criativo?
Eu sempre falo que não me faltam coisas pra desenhar, mas não sou aquele tipo de pessoa que vive com um caderninho de rascunhos. Na real, minha anotações são trechos de livros, questões que vem na minha mente, perguntas que não sei responder. Delas resultam minhas ilustras. No caso das digitais, não rola sketch prévio, são feitas direto no Photoshop. Para as manuais faço um planejamento básico, mas também sem muita firula, depois faço a pintura com guache e aquarela.

Quais são os seus maiores desafios?
Um dos meus maiores desafios é exercer diversas funções ao mesmo tempo, principalmente as que não tem a ver com as minhas áreas de interesse ou aptidão. Por exemplo, lidar com a contabilidade e burocracias como notas, contratos, etc. Infelizmente ainda não consigo ter alguém que cuide desse tipo de tarefa sem eu ter que me preocupar, o que acaba consumindo um tempo super valioso que poderia ser gasto criando.

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Fotografia: Priscila Barbosa
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Fotografia: Priscila Barbosa
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Fotografia: Priscila Barbosa


No storie do Instagram você compartilha os materiais que usa, sua rotina, seu olhar para algum tema cotidiano e também o seu apê de forma natural, como é isso para você?
 Sempre curti muito cuidar do meu espaço, minha criatividade depende muito de estar num lugar aconchegante e organizado. Essa importância acaba sendo perceptível quando compartilho um pouco da minha rotina. Criar dentro de casa um ambiente de trabalho impactou muito positivamente na minha rotina, aconselho muito criar seu cantinho pra quem trabalha como freela ou home office.

No seu apê você mostra muito a sua identidade, qual é a sua relação com a sua casa?
Minha casa é a total expressão de mim e do Perg, meu marido, que também é ilustrador. A gente fez questão de construir espaços que refletissem ambas as personalidades, mas temos um gosto muito similar! A casa foi se formando aos poucos, acompanhando nosso ritmo de crescimento também. Fomos juntando nossos móveis de quando morávamos separados e comprando novos aos pouquinhos, conforme sobrava uma graninha. Nada aqui é super caro, mas tudo foi pensado com muito carinho. Muitas coisas a gente mesmo se aventurou a construir e curtimos muito misturar tendências. Gostamos de receber os amigos sempre que possível, e a casa se adapta a isso também.
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Casa da Pri & Perg & Gogh & Marla & Murphy ❤
As pessoas compram a sua arte e a leva para dentro de suas casas. Como é isso para você?
Eu fico legitimamente empolgada quando me mostram como ficou na casa das pessoas, acho muito louco ver um objeto que resultou de um pensamento meu ali, compondo o ninho de alguém. Me alegra ver que reverbera de maneira positiva numa pessoa a ponto dela querer ter perto, olhar pra aquilo com frequência. Tenho muitas lembranças e nostalgia dos lugares em que morei, lembro de cada objeto, cada móvel. Pensar que uma ilustra minha vai compor a memória afetiva de uma pessoa com um espaço me alegra muito.

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Fotografia: Barbara Waldorf @ba_waldorf
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Fotografia: Priscila Barbosa
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Fotografia: Priscila Barbosa
Confira mais  trabalho da Pri no Instagram e conheça a sua loja virtual.
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